segunda-feira, junho 12, 2006

Resposta grande

Eu fiz e faço, bem ou mal, que deixei de querer agradar a Gregos e Troianos, o dever de escolher ou dar-lhes a escolher dento dos limites, que a história da liberdade é muito bonita, mas só quando não implica ultrapassar a dos restantes, o direito à diferença. E falas em alternativas à banalidade, e nisso estou de pleno acordo, oh Torturrado. Para banal já lhe chega o dia a dia comezinho, em que poucas alternativas por diferentes motivos e desculpas, não acedem.
Ser feliz é parte de um todo, diferente ou igual. Neste caso significa, ter capacidade de encaixe, que apenas nós educandos podemos ajudar a firmar.
Ser um "lobo" no meio dos carneiros provoca ansiedade.
Fazer-lhes perceber o porquê da diferença é ponto número um.
Mostrar que se deve orgulhar da diferença o ponto número dois.
Ter estaleca para aguentar as queixas deles na diferença, o número três.
Não tenho vergonha de ansiar o melhor, de os influenciar na procura de um novo futuro, aceitando o presente, sem esquecer o passado, que somos indissociáveis do que nos rodeia. E falo, e leio-lhes e discuto as vezes que forem precisas, situações conflituosas ou de puro afecto, dúvidas existenciais, sem querer abrilhantar ao povo fervoroso, reizinhos e princesinhas que casaram e foram felizes para sempre.
E sonhar, é ser capaz, Bigodes.

7 comentários:

  1. Queixo-me porque tenho de responder a dezenas de "perguntas difíceis" todos os dias, mas secretamente fico muito mais descansada quando eles fazem perguntas. Assim podemos falar sobre tudo e avançar, criticar, escolher. Também me queixo quando eles são teimosos e dizem "não", mas em cada "não" há uma hipótese de discutirmos qualquer coisa, de trocar ideias. É claro que depois tenho de "pagar" juntamente com eles o preço da teimosia e da turbulência porque quando isso segue para a escola e para a vida lá fora vem a outra aprendizagem, a mais difícil: somos livres de fazer e escolher qualquer coisa até que isso não pise os calos dos outros. Mas carneirinhos, não. Isso só nas histórias.

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  2. A melhor coisa que lhes podemos ensinar, JP; é que devem fazer as suas próprias escolhas, e nunca deixar que outros o façam por eles.

    ;-)

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  3. Nesses 3 pontos, julgo que dás a importância de sermos quem somos.
    E esse direito é que nos faz humanos. :)

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  4. É sim JP! Sonhar é ser capaz mas que receio eu tenho quando lhe dou as asas do sonho. Seja como for agora é tarde (felizmente) para voltar atrás :)*

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  5. O pior é saber fazer isso tudo que dizes, é muito difícil quebrá-los (porque se tratar de os quebrar para poderem viver com outros) e ao mesmo tempo dar-lhes essas asas para poderem ser eles. Eu cá ando sempre à toa :)

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  6. É isso mesmo Alcofa ;-)

    Disso não me irão acusar, Old
    ;-)

    A importancia de sermos o que somos é fundamental à sobrevivência Marietree. Tb sei que os psis e as farmácias precisam de ganhar dinheiro. Mas prefiro que aprendam a ir respirar o ar do campo. Fica-lhes mais barato ;-)

    Não receies Bigodes. As asas são fundamentais ao crescimento.

    Nada é linear Vanus. Umas vezes sai melhor que outras.
    Não me tenho dado mal, e andar à toa, por vezes faz-nos clarificar todas as hipoteses
    :-)

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  7. JP:

    É assim que se quer que as pessoas sejam! Preto no Branco. Porque não pudemos nos abster daquilo que nos cabe fazer. Um beijo.

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