segunda-feira, dezembro 26, 2005

A ferros

Confesso, que sentia uma estranha curiosidade em olhar de perto, a maior árvore de Natal da Europa. E lá fomos em véspera do dito, calcorrear o empedrado, e fitá-la olhos nos olhos. O amontoado de ferro ao sol da manhã, limitou-se a fazer um ligeiro silvado ventoso, rodeado de publicidade como relvado de campo.
De noite é capaz de ter a sua graça, pensei em benefício de dúvida e, continuámos a marcha debaixo das arcadas do ministério.
-Olha mãe, deixaram aqui um saco cama e vários sacos de lixo.
Após mirada rápida, só consegui comentar com algum azedume:
- Anda daí rapazinho, e deixa dormir o sem abrigo, que logo vai estar demasiada luz artificial…

4 comentários:

  1. e quem a mandou andar na rua? a brincar às visitas de natal...

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  2. Pois... serviu para alguma coisa... os sem-abrigo tiveram direito a árvore de natal.

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  3. :) por aqui respira-se um outro Natal! Um beijo amiga. Olha, eu não fui ver a árvore... mas agora sei que não fiz mal.

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  4. Beijoca Bastet
    e não perdeste nada não, de dia então, não passa de um emaranhado metálico ;-)

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