terça-feira, setembro 06, 2005

Foto de Robert Doisneau

Ontem, estirada sobre a cama,comentava em azedume que esta cidade não é "minha".
E, virei-me para o outro lado, como quem vira as costas à vida.
-Esta cidade não tem alma...é um bobo que se ri uma vez no ano, é uma tristeza. Monocordicamente repetida em castigo.

Hoje ao sair de serviço chovia a cântaros. E só consegui exclamar:
-Xi...patrão!

Esta cidade amolece-me...

12 comentários:

  1. E se pensares que a chuva faz falta não ajuda????? ;)

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  2. E se pensares que a chuva faz falta não ajuda????? ;)

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  3. Xii... patroa!

    Eu gosto do cheiro da terra molhada pelas primeiras chuvas. E já andava farta de tanto sol :)))

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  4. E, eu, com saudade de ouvir o som, o múrmurio, da chuva... muito esperei, mas não sentado...

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  5. Desculpa a gralha em murmúrio... já agora... a tua cidade tem alma, descobre-a...

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  6. Minhas queridas, a chuva terra molhada cheiros de tudo, é sempre bem vinda.
    Muito mais agora, que ouvimos a terra negra em ânsias a pedir paz ;-)



    Prezo saber que durante este entremeio não se manteve sentado.
    A alma de qualquer coisa, está em nós que a compomos, no toque da mão na pedra, do cheiro daquela praça, dos sons alvorados dia.
    Digo-lhe agora, que a minha cidade de pedras e magia, aguarda silenciosa do outro lado do rio.
    Está desculpado na gralha, nós os "gordos" que dos outros nos servimos para gáudio e contentamento, temos a alma generosa.
    Quanto aos preciosismos da escrita, já uma vez disse aqui que cago bem para eles.
    De qualquer das formas seja bem-vindo ao estamine.
    Que a noite te seja leve Vimpraficar

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  7. Isso, abriga-me o contrabaixos, qu'esta chuvinha é sagrada mas pode fazer estragos!

    bj

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  8. Está abrigadinho mrf.
    Antes eu, que ele. ;-)
    Bjo

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  9. O Robert Doisneau era uma tipo com alma. Andou a vida inteira a enganar o mundo com a fotografia do beijo, que teria sido tirada pela sua capacidade técnica (na altura as máquinas eram todas manuais). Algum tempo antes de morrer admitiu que tinha pago aos fotografados para se beijarem. Para mim a fotografia ficou ainda com mais valor.

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  10. Doisneau era um criativo, um faz de conta agora que é verdade o momento. A capacidade de fazer crer o logro até ao fim.
    Grande Robert

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  11. E obrigado Ivar por falares nisso.
    Deu para reparar ( e corrigir agora) que nem o nome do fotografo tinha publicado... Sorry a todos

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  12. … e, de repente, olhamos em volta e sentimo-nos em casa! Não sei se alguma vez será assim… mas deve ser bom ter várias cidades a que chamamos “casa”…

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